27 de agosto de 2015

Entre atos e peças

Colocou o celular para despertar. Ella acordou cedinho naquele dia, não queria perder o grande encontro. Tomou um banho quentinho, vestiu a roupa mais confortável, seus moletons, pegou um lanche leve e colocou numa bolça de costas, decidiu que iria fazer um piquenique.

Saiu de casa casa com os cabelos soltos, não queria se sentir presa, não naquele momento!

Foi para o lugar marcado, onde a vista é mais ampla e onde tem menos plateia. Queria se sentir sozinha com ele, pelo menos sentir. Queria fingir que ele era só dele e vice-versa. Organizou-se no seu cantinho e esperou.

Quando menos espera, ele chega, o primeiro ato havia começado. Devagarzinho como quem não quer nada, lançando seus primeiros raios. Ele fez questão de tocar de surpresa o rosto dela com um deles, queria mostra-la que ele não só queima, mas também pode esquentar se quiser.

Foi se erguendo por trás das montanhas e árvores ao longe. E Ella foi vendo as cores brotando, os animais saindo de seus ninhos, sentindo também aquela presença quentinha e monumental, todos sabiam quem estava chegando. O segundo e terceiro ato, respectivamente.

Ele foi tomando forma cada vez mais, mostrando sua verdadeira face, mostrando-se por inteiro quem ele era e tomando conta do seu palco onde ele era o grande protagonista. A peça tomou seu rumo, os atos foram se passando e Ella foi apreciando cada detalhe.

E Ella viu o que diziam, que de manhã o ar é diferente, o sol é carinhoso, que em vez de açoita-la a pele como estava acostumava, ele acariciava os poros e convidava mansinho para presenciar todos os atos da peça. Ella confirmou tudo isso, assistiu até o fim. Parecia que tudo cooperava para a mágica acontecer.

A peça terminou, rápido demais, e ela tinha de voltar para casa, que voltar para a sua rotina pesada e cheia de mesmice. Antes de chegar ali ela estava cansada disso, cansada até de si mesma. Que bom que decidiu aceitar aquele encontro, feito tantas vezes todas as tardinhas quando o grande sol de põe e lança seus últimos raios, com a maior magia que consegue tirar de si depois de um dia cansativo, com mais cores que o normal.

Se sentia limpa para o mundo, purificada e pronta para enfrentar mais alguns dias e ter de voltar ali novamente. Não queria perder a poesia que havia dentro de si. Não queria se transformar numa pessoa fria e que não enxerga mais o mal de tanto conviver com ele. Encontrou esse meio de limpar-se, carregando sua fonte de esperança sempre que percebia que não estava ligando para isso.

Espero que tenha gostado, comente e não esqueça de seguir!

14 comentários:

  1. Já pensou em fazer um livro com seus contos? seria uma otima ideia :3 voce escreve muito bem.

    † Inocentemente Ingênua †† Inocentemente Ingênua †

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  2. Olá
    Que texto gostoso de ler! não conhecia o projeto mas parece ser muito bom. Parabéns!
    Abraço!
    Leitura Fora De Série

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  3. Meninaaa foi você que escreeu? Que lindo voce deveria se dedicar mais a isso, escreve um livro com certeza fará muito sucesso

    Spoilermania.blogspot.com

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    1. Fui eu sim haha
      Muito obrigada, pensarei sobre isso ♥

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  4. Meu Deus! Eu adorei o seu texto ! Você escreve muito bem, e sabe se expressar muito bem com poesia ^^
    Beijinhos!

    http://efeitodiamante.blogspot.com.br/

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  5. Como asssim, você escreve super bem! Babei hahahah, ficou incrível de verdade
    http://vilanude.com.br/

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    Respostas
    1. Que nada haha
      Muito obrigada pelo carinho ♥

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